Lava-pés sim! Aquele outro não!

O Tríduo Pascal inicia com a celebração do lava-pés. O lava-pés significa o maior gesto de uma pessoa que ama de
verdade, isto é, que ama de maneira incondicional. Amor incondicional não pede nada em troca, mas para não desvelar a nossa incapacidade de amor de verdade, geralmente se justificamos dizendo, que só Deus é capaz de amar assim. Mas não é verdade, muita gente já amou e ainda tem gente que ama desse jeito.

A celebração da Quinta-Feira Santa é cheia de momentos intensos, que mexem com a sensibilidade e a emoção, mas também nos desafia para um comprometimento maior conosco mesmos e com os outros. Nos faz refletirmos sobre o sentido do estarmos aqui, do nosso acreditar. Até que ponto a nossa fé não é apenas uma fuga?
Na instituição da Eucaristia, Jesus celebra a eternidade do seu amor pela Humanidade, e não fica questionando quanto será amado e se será amado, simplesmente ama e se entrega sem reservas e sem reticências.

É ao redor de uma mesa de diferentes e díspares, que ele se manifesta amigo, se emociona e se despede, mas é ali também, que ele define o que fazer para ser seu seguidor: “amar uns aos outros”.

Se aqueles que nos governam vivessem mais a Quinta-feira Santa, ao invés de lava-jatos, teríamos uma multidão de irmãos lavando pés.

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