Feridas que não cicatrizam

Ontem  dia de 18 de maio, se comemorou o dia de combate ao abuso de  e a exploração sexual de crianças e adolescentes.  Uma chaga, que torna purulenta a sociedade atual, que rouba a pureza e a inocência de crianças indefesas. Os algozes dos abusos e da exploração, morreriam de remorso se tivessem consciência da ferida e da dor que provocam nas suas vítimas.

Não são poucas as pessoas, que por conta desta maldita tatuagem em suas almas, são infelizes e tristes, pessoas que às vezes sorriem por fora, mas estão dilaceradas interiormente.

Uma criança abusada, carregará para sempre uma ferida cicatrizada do lado de fora, mas purulenta e dolorida do lado de dentro. Quem seduz um inocente para satisfação dos seus apetites libidinosos, desenha na sua alma a imagem de um olhar indefeso e de desespero, gera pessoa uma infeliz e desconfiada, destrói a fantasia do amor por amor.

Assim como quem pratica o aborto, nunca vê as suas vítimas, os abusadores de crianças jamais veem o que provocam na vida dos seus abusados, não saberão jamais, a luta, que eles terão que travar consigo mesmos para seguirem adiante, enfrentando a vida, procurando purificarem todos os dias as lembranças e a dor torturam seus espíritos.

É preciso que cuidemos dos nossos pequenos, que os protejamos. É preciso impedirmos que mais alminhas sejam eternamente marcadas pelo estigma da ignominiosa ação, que geralmente é praticada por aquelas pessoas que tão inocentemente eles se confiam.

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Pobre Servo da Divina Providência. Assessor Paroquial da Pastoral da Comunicação. Secretário Executivo do Regional Oeste 1 - CNBB.