“Eu acredito na força da semente”

Esta pode parecer mais uma daquelas frases óbvias que escutamos todos os dias. Mas se pararmos para refletir, vamos perceber que ela significa muito mais do que aparenta. 

Aquele que semeia precisa acreditar na semente que lança. Mais ainda, precisa antes de lançá-la preparar o terreno, precisa aguardar a chuva, esperar que brote, que nasça a planta, para então poder colher o que plantou. 

Infelizmente em nossos dias parece que perdemos a capacidade da espera, e temos muita dificuldade em apostar em novas estruturas e caminhos que vão além do “sempre foi assim”. Queremos resultados diferentes em nossas ações, mas continuamos fazendo as mesmas coisas. 

Quando no início deste ano foi comunicado a toda a comunidade paroquial que não haveria catequese no primeiro semestre deste ano, surgiram vários comentários, alguns inclusive bem ásperos dizendo que agora estaria tudo perdido de vez. 

De fato, não é fácil parar com toda uma estrutura que envolve quase 50 catequistas e mais de 500 catequizandos ao longo de um ano.  

O detalhe é que não paramos por parar; não paramos pra ficar sem fazer nada. Paramos porque juntos percebemos que seria a melhor maneira para realmente entrarmos no processo da Iniciação à Vida Cristã que a Igreja está nos pedindo, através de uma preparação sistemática e organizada para os catequistas de nossa comunidade. 

Desde o dia 15 de março, sempre às sextas-feiras, um grupo de mais de 40 catequistas está se reunindo e dando prosseguimento a esta caminhada de formação. Para isto, nossa paróquia está investindo recursos pessoais e financeiros, providenciando material específico e trazendo a contribuição de pessoas especialistas no assunto de modo a oferecermos conteúdos e metodologias de qualidade para a missão que desempenharemos daqui em diante. Esse período formativo se estenderá inicialmente até o mês de julho 

Agradeço a esses irmãos e irmãs que aceitaram o chamado do Senhor a levar adiante a missão da Iniciação à Vida Cristã através da Pastoral da Catequese. Sei que não é fácil deixar os compromissos pessoais e familiares para se dedicar a esse trabalho formativo. Porém, acredito que tudo isso marcará um novo tempo em nossa caminhada de evangelização em nossa paróquia. 

Pode ser que não vejamos os frutos tão brevemente, mas se nós acreditarmos na força da semente que é o Evangelho e preparamos com nosso trabalho o terreno que é o coração de nossas crianças, adolescentes, jovens e adultos, colheremos os frutos que, a seu tempo, o Espírito Santo fará nascer.  

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Pe. Éverton dos Santos, PSDP
Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência