Ah, essas Mulheres!

Nos guardaram por nove meses, em um lugar que ninguém poderia alcançar,

Nos alimentaram com o seu próprio sangue,

Nos envolveram com um material que sabia direitinho regular a temperatura, nem muito quente, nem muito fria, mas no ponto certo, que precisávamos,

Depois quando perceberam que já éramos capazes de sobrevivermos, arriscaram suas vidas, e com um sorriso nos lábios suportaram a dor do parto, que somente elas, as Mulheres suportam sorrindo.

Ah! Essas Mulheres

Que mesmo mal nutridas, e às vezes até esquálidas, produzem com o seu próprio sangue o único  alimento, que ao nascermos podíamos tomar, seu leite, sua vida;

Que conheciam o significado de cada um dos nossos choros: de fome, de dor, de desejo de limpeza, de manha, para não sairmos do calor dos seus braços;

Quando ensaiamos os primeiros passos para a independência, mesmo aflitas, elas se mantinham à distância, olhando para que nossos tombos não provocassem feridas, e nos deixavam ir e ainda nos incentivavam a andarmos.

Ah essas Mulheres,

Que acordavam por primeiro e se deitavam por último para que em nosso dia não nos faltasse nada;

Que muitas vezes eram capazes de se alimentarem mal, ou até dormirem com fome para que não sentíssemos a terrível dor da barriga vazia;

Que em nosso primeiro dia de aula,  se desesperaram e choraram mesmo às escondidas, como se fôssemos embora para sempre.

Ah essas Mulheres,

Que choraram lágrimas de alegria, quando conseguimos nossas primeiras vitórias na vida (futebol, concursos, apresentações do colégio), qualquer superação era comemorada como se tivéssemos vencido os maiores obstáculos do mundo;

Que se transformavam em leoas ferozes e perigosas, quando quaisquer coisas ou pessoas nos ameaçavam;

Que sempre nos desculpavam quando desavisadamente lhes fazíamos chorar com os nossos comportamentos contrários ao que elas sempre nos ensinaram;

Que quase enlouqueceram quando ficaram sabendo, que tínhamos encontrado o nosso primeiro amor, e como uma Águia ciumenta,  esvoaçavam e controlavam cada passo que déssemos.

Ah essas Mulheres,

Que mesmo torcendo para sermos grandes nos agarravam com unhas e dentes, para que  permanecêssemos sempre os seus filhinhos, seus bebês;

Que até hoje, mesmo com o coração cheio de orgulho por sermos quem somos, estão sempre vigilantes e de coração apertado, por não saberem tudo de nós: onde estamos, se nos alimentamos, se estamos bem, se levamos o casaco porque a temperatura vai cair.

Ah essa Mulheres,

Que continuam guardiãs de nossas vidas, atentas ao menor sinal de desconforto que possa nos atingir:

Que nos confiam ao mundo, mas mantêm as rédeas sob suas mãos, algumas com muito vigor, outras mais fraquejadas pelo tempo, mas que continuam ainda direcionando nossas vidas e nossas escolhas;

Que ainda depois de tantos anos, já avós, bisavós continuam velando todas as noites por nós e por nossos caminhos.

Ah essas Mulheres,

Que são divinas, porque somente elas conseguem fazer o que Deus fez, do nada elas geram uma vida e por isso são o que são: MÃES e fazem de nós filhos.

Para todas que aqui estão e para aquelas que já nos cuidam lá do Céu, FELIZ DIA DAS MÃES