A Paróquia se faz Povo em comunidade e vai às ruas em missão

Neste dia mundial das missões(21/10), a Paróquia Santo Antônio de Pádua de Bataiporã, desde muito cedo se fez Povo em Comunidade e saiu em caminhada missionária pelas ruas da cidade. Alguém argumento: “nossa pensei que tivesse mais gente”. Realmente não era o Povo católico todo que estava lá, mas a missão não se faz em massa, a missão se faz em fermento, e fermento não precisa ser muito para levedar a massa e lhe dar um sabor espetacular, o fermento para cumprir a sua missão só precisa ser de boa qualidade.

E isso é o que se vê quando se passa pela Paroquia de Bataiporã, uma comunidade, que dia a dia vai se tornando cada vez mais em saída. Uma Igreja, que aos poucos está realizando o projeto de Reino tão querido pelo Papa Francisco: uma Igreja, que sai, que não tem medo de sujar suas brancas vestes na suja lama das realidades aonde se encontram os filhos e as filhas de Deus mais necessitados. Por mais que queiramos dissimular com nossas falácias doutrinárias e nossos paliativos pastorais, o Deus de Jesus Cristo, o Grande Missionário do Pai tem um lado, e este lado é o lado dos filhos mais carentes de um olhar de ternura e de misericórdia. Uma Igreja, que não caminha por estes trilhos, pode até fazer grandes milagres, mas no final, lá quando tudo tiver que ser prestado contas, certamente ela será enviada para o lado dos bodes.

A caminhada pelas ruas neste domingo (21), não quer ser um mostrar-se, quer sim simplesmente ser um sinal da passagem de Deus no meio do seu Povo, como fizera com o Povo de Israel no meio do deserto. O Povo, que vivia nas trevas tem uma grande oportunidade de conhecer e viver na claridade. Nossa Cidade assim como nosso País, passa por momentos de muita tensão e incertezas, o tema deste dia missionário é “enviados para testemunhar o evangelho da paz”, e é essa a missão da Igreja, que se faz comunidade, alimentar e sustentar em meio aos seus fieis o verdadeiro espirito de paz, que nasce da convivência fraterna e do amor ao próximo.

O dia mundial das missões, coincidiu neste ano com o Dia Nacional da Juventude, e é a juventude a esperança de uma Igreja renovada, e para que o Evangelho tenha sempre o frescor da esperança é preciso, que a nossa Igreja Paroquial, saiba também cuidar dos jovens, como diz o grande Poeta Milton Nascimento: “é preciso cuidar do broto para que a vida nos dê flor”. Uma Igreja em saída, que se faz comunidade, integra todo mundo, crianças, jovens, adultos e principalmente os idosos, aqueles, que consumiram suas vidas semeando, regando, cuidando para que hoje tenhamos tão bons frutos, que são os leigos e leigas, que integram as forças vivas de nossa Paróquia.

A Igreja missionária se mostra na diversidade dos dons e dos carismas, que nascem e crescem no seu interior. O mosaico, formado pelas Pastorais, Movimentos e Serviços de nossa comunidade paroquial produz um efeito multicor inigualável, é isso, que se chama Reino de Deus. Lá onde cada um com o seu jeito de se expressar em oração, contribui com a sua fé para solidificar a presença inabalável de Deus em meio às famílias de nossa comunidade. A Igreja em saída, não é uma Igreja de glória. Como diz o Papa Francisco, a Igreja em saída é uma Igreja Hospital de campanha, sem sofisticação e burocracias, é plena de doação e serviço na simplicidade e na gratuidade, atendendo preferencialmente quem está mais machucado.

O grande desafio da nossa caminhada missionária no dia de hoje, é aquele de abrirmos não só os nossos braços para dizermos pai nosso, mas também de abrirmos as nossas portas para acolhermos em nossas casas e em nossas vidas, os filhos do Pai nosso, os nossos outros irmãos. Se a gente conseguir fazer isso, aquele punhado de gente-fermento, que hoje saiu para caminhar rezando pelas nossas ruas, vai transformar a grande quantidade de massa, que é a nossa Bataiporã em um Pão cheio de sabor, que alimentará todos os filhos e filhas de Deus, que partilham desta mesma mesa, que é a nossa Paróquia transformando-se em pequenas comunidades.

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